sexta-feira, 30 de julho de 2021

Descoberta arqueológica em Israel associada a Gideão endossa livro de Juízes

 Uma escavação feita por pesquisadores israelenses na Judeia descobriu uma inscrição de 3.100 anos relacionada com Gideão e o livro bíblico dos Juízes.

 O nome Jerubaal foi encontrado inscrito em um jarro pequeno datado como de 1.100 a.C. em uma espécie de cisterna no sítio Khirbet el Rai.
   Essa descoberta pode ser a primeira evidência de um nome das histórias bíblicas dos juízes em um artefato comprovadamente do período, segundo informações do jornal Times of Israel.
   “O nome do juiz Gideon ben Yoash era Jerubbaal, mas não podemos dizer se ele era o dono do navio em que a inscrição está escrita a tinta”, disseram os arqueólogos em um comunicado à imprensa.
   “De acordo com a Bíblia, Gideão organizou um pequeno exército de 300 soldados e atacou os midianitas à noite perto de Ma’ayan Harod”, destacaram os arqueólogos líderes Yossef Garfinkel e Sa’ar Ganor, professores da Universidade Hebraica de Jerusalém.
   A história de Gideão se encontra nos capítulos 6, 7 e 8 do livro de Juízes. A inscrição encontrada está no alfabeto antigo/cananeu.
   “Tendo em vista a distância geográfica entre a Sefelá e o Vale de Jezrael, esta inscrição pode referir-se a outro Jerubbaal e não ao Gideão de tradição bíblica, embora não se possa excluir a possibilidade de o jarro pertencer ao juiz Gideão”, ponderaram os dois arqueólogos. “Em qualquer caso, o nome Jerubaal era evidentemente de uso comum na época dos juízes bíblicos”.
    A descoberta, que foi publicada no Jerusalem Journal of Archaeology, é significativa por causa do “debate se a tradição bíblica reflete a realidade e se é fiel às memórias históricas dos dias dos Juízes e dos dias do [rei] Davi”, explicaram, acrescentando que “o nome Jerubbaal só aparece na Bíblia no período dos Juízes, mas agora também foi descoberto em um contexto arqueológico, em um estrato que data desse período”.
    “Sabemos muito pouco sobre este período do ponto de vista arqueológico e [não] tínhamos nenhuma inscrição significativa desse período”, disse Garfinkel à emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).


Casa noturna é transformada em igreja por filha de ex-stripper: ‘Orei por 5 anos’

 Uma empresária que na infância viu sua mãe trabalhar como stripper em uma boate agora comprou uma casa noturna e a transformou em uma igreja evangélica na maior cidade do Alasca


A investidora Linda Dunegan se tornou bem-sucedida no ramo imobiliário e por muito tempo planejou comprar o imóvel onde funcionava um clube semelhante ao que sua mãe trabalhou como stripper quando chegaram aos Estados Unidos, imigrando do Vietnã.

   A casa de strip-tease se chamava “Fantasies on 5th”, e agora é um templo para reunir a congregação de Anchorage: “Esta igreja surgiu porque eu orei por cinco anos”, disse Linda Dunegan à Associated Press, explicando parte da história de origem da Igreja Batista Portas Abertas.

   Sua mãe precisou deixar o país de origem após seu casamento, arranjado, fracassar porque ela não deu à luz um menino nas duas primeiras gravidezes. O marido a mandou de volta para sua família, e as condições eram precárias, o que a levou a decidir imigrar para os Estados Unidos.

Idas e vindas

   Ao chegar no país, ela não tinha experiência profissional, o que a obrigou a trabalhar no bar onde, posteriormente, conheceu um americano que se tornaria seu marido e a ajudaria a trazer do Vietnã suas filhas que haviam ficado para trás.

   Nos anos 1980, a mãe de Linda se divorciou do marido e se mudou para a cidade de Anchorage, no Alasca, e encontrou um jeito fácil de ganhar dinheiro e sustentar a família: fazer strip-tease em casas noturnas.

   Enquanto isso, Linda frequentava igrejas para ganhar comida de graça, e uma cristã se dedicou a cuidar dela de maneira mais próxima.

   Na vida adulta, Linda cursou a faculdade e um doutorado, além de uma carreira militar de quase três décadas, servindo na Força Aérea, Marinha e Guarda Aérea Nacional do Alasca.

Depois disso, ela desenvolveu uma carreira no ramo imobiliário e foi bem-sucedida, o que a levou a tentar comprar o edifício de uma das casas noturnas de Anchorage para transforma-la em uma igreja.

   “Deus tem sido muito bom para mim. Ele me deu uma família, um marido maravilhoso, comida na mesa e um lugar para morar”, recapitulou Linda.

   O plano de Linda só se tornou possível porque o pastor Kenny Menendez sentiu um chamado de Deus para começar uma nova igreja em Anchorage. Ele foi entrevistado pela agência de notícias Associated Press e disse que o imóvel comprado pela empresária atendia as necessidades: “Eu olhei para isso como: ‘Sim, poderia ser uma igreja’. Só precisava de uma reforma”.

A compra 

    Antes de efetivar a compra do imóvel, Linda tentou fechar negócio com o antigo proprietário, mas ele se recusava. Certo dia, ele deu um prazo curto para o corretor realizar a venda e sugeriu que procurasse a empresária cristã.

    O culto de inauguração contou com a presença de 66 pessoas, sendo que parte do público foi formada por curiosos que esperavam ver como seria uma igreja em um local que já havia sido um clube de strip-tease.

    “Eu diria que Deus está satisfeito por ter uma mudança, uma transformação no edifício, um lugar que leva pessoas para perto Dele em vez de para longe”, disse o pastor, acrescentando que a média de frequentadores a cada culto é de 45 pessoas.

    A missão da igreja na cidade está só começando, e precisa impactar a vizinhança primeiro, já que está situada entre uma loja de maconha, um sex shop e motéis: “Que este seja o começo de alguma luz aqui”, resumiu o pastor.

   “Estamos começando pequenos, mas nosso coração é grande”, finalizou Linda Dunegan.

Filha de pastor deixa família e igreja para vender fotos nua

 Uma jovem filha de pastor se tornou notícia em todo o mundo ao se tornar milionária após abandonar a família para vender fotos nuas.


Nala Ray, 23 anos, se tornou uma das modelos mais bem-sucedidas da plataforma OnlyFans, que vende acesso a fotos e vídeos de nudez explícita. Ela entrou nesse ramo em maio de 2020 e no primeiro mês já arrecadou o equivalente a R$ 430 mil.

   “Ganhei meu primeiro milhão [de dólares] em seis meses e agora ganho US$ 330 por mês”, disse a modelo. O valor representa R$ 1,6 milhão na cotação atual do dólar.

   No entanto, antes de se tornar alguém que vende o corpo através de imagens e vídeos, ela foi parte de uma congregação na Califórnia da qual seu pai era pastor. A certo ponto, dizendo-se “sufocada” por conta da doutrina que prega o sexo apenas no casamento, planejou romper com a igreja e a família.

   “Fomos todos ensinados em casa. Líamos a Bíblia e íamos à igreja Batista quase todos os dias. Não era fácil, éramos vistos como modelos a seguir, e tínhamos a atenção de toda a gente em cima de nós. Eu não podia usar maquilagem ou roupa provocante. Também ninguém adorava a ideia de redes sociais ou de namoros”, acrescentou, conforme o CM Jornal.

   Ela contou que seu tempo livre depois da escola era sempre ocupado por ensaios do coral da igreja, clube de atuação, cozinha comunitária e estudo bíblico para jovens.

   Nala alega que essa rotina e a pressão como filha de pastor a levou a fugir de casa: “Uma vez, fui pega depois de fugir. Eu estava com um garoto fazendo sexo e de repente minha mãe me ligou tipo 3 da manhã e eu sabia que ela sabia”, disse, de acordo com informações do portal LAD.

Obsessão

   Ao conseguir um trabalho como garçonete no período do café da manhã, ela voltou a nutrir as expectativas de abandonar a rotina na congregação e aproveitava para “flertar escandalosamente em troca de gorjetas”.

   ”Eu estava obcecada com a atenção que poderia receber em uma roupa minúscula. Eu era tão óbvia com a minha sexualidade. Mesmo assim, como filha de um pastor de 16 anos, eu sabia que o trabalho sexual seria minha vocação”, declarou, demonstrando não ter arrependimentos.

   Nesse mesmo ano, sua família mudou-se para a Flórida, e dois anos depois, quando ela já era maior de idade, passou a trabalhar como auxiliar de higiene dental – um emprego que pagava bem, segundo ela – e também a treinar em uma academia e publicar fotos provocantes no Instagram.

   “No final de 2019, um dos meus seguidores no Instagram me enviou uma mensagem dizendo que eu deveria estar no OnlyFans”, disse, resumindo a história de abandono da família e igreja. “Estive tanto tempo ‘fechada’, e agora tenho os meus olhos abertos para todo um mundo de sexualidade e sensualidade. Gosto de me sentir e fazer sentir sexualmente libertada”.

   A relação com a família ficou estremecida, admitiu a modelo que agora é conhecida como “a filha de pastor”: “A nossa relação não é a mais forte… A maioria dos meus irmãos sabe da minha vida ou tem a mínima ideia do que eu faça, mas mantêm a distância por causa das crenças religiosas”.


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